FéFé! Este, a meu ver, é um dos assuntos com a maior necessidade de clareza em nossos dias e por isso quero compartilhar com a amada Igreja, os santos em Cristo Jesus, aquilo que o Pai tem ministrado a mim sobre a fé.

É fato que a fé é um dos mais notáveis “artifícios”, da graça de Deus, no qual todo aquele que deseja desenvolver um relacionamento com Deus precisa. “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; isso não vem de vós, mas é dom de Deus.” (Ef. 2:8)

Se fizermos uma busca, um estudo mais aprofundado do assunto encontraremos um considerável número de textos bíblicos que falam sobre a fé, mas minha intenção neste artigo é “desmistificar a frase mãe” de muitas crises hoje: Viver pela fé!

É grande o número de irmãos e irmãs que me procuram para saber o quê e como é viver pela fé. Bons hábitos geram equilíbrio e sabedoria, por sua vez, maus hábitos geram desequilíbrio e fortaleza. “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição de fortalezas.” (II Cor. 10:4)

Muitas de nossas crises são geradas por termos maus hábitos e com eles suas conseqüências. Um de nossos maus hábitos é de sermos extremistas em 99% de nossos pensamentos ou atitudes. Esses maus hábitos geram “herdeiros” e um deles denomino como “romantismo religioso”. Esse nos apresenta um evangelho todo sentimental, melodramático, aventureiro e sofredor, como se fosse um filme em que assistimos e aguardamos o famoso “happy end”.

A partir disso, todos aqueles que desejam viver pela fé entram em uma crise por olharem para si mesmos e dizerem: “Eu não tenho essa fé divinal… eu não sei se consigo atingir tal nível de fé… eu não sinto tanta fé assim… eu desejo, mas sei que nunca conseguirei viver assim!”. Tais pessoas, por não viverem dentro de um padrão quase que pré-estabelecido sobre o que seja “viver pela fé”, crêem que não vivem pela fé.

Já, a ala que chamo de “kamikaze” é formada por aqueles que largam seus empregos, abandonam colégio, faculdade, mudam de cidade e fazem inúmeras coisas correspondendo com o mesmo conceito assimilado sobre essa “fé”, crendo que somente dessa forma verdadeiramente viverão pela fé!

Há diferença entre ser separado para uma obra de cunho religioso e viver pela fé. Alguns desses são separados como: pastores, evangelistas, mestres, profetas, apóstolos, ministros músicos, presbíteros e outros (Efésios 4:11). Estes vivem pela fé: Pastores, dentistas, pedreiros, apóstolos, cozinheiras, zeladores, garçons, garis, evangelistas, profetas advogados, psicólogos, mestres e etc…

Quero mostrar com isso que “viver pela fé”, mais que ter uma ocupação religiosa em tempo “integral”, o viver pela fé conceituo como: VIVER DE TODA PALAVRA QUE SAI DA BOCA DE DEUS!

É bem possível que esta afirmação traga luz a algumas trevas e, em alguns casos, um novo patamar de “crise”. E particularmente desejo isso. Por quê? Porque se viver pela fé é viver de toda palavra que sai da boca de Deus, a grande questão passa a ser não mais “se sei ou se consigo ou se quero viver pela fé”, mas sim se aquilo que estou fazendo, faço por ser algo do coração de Deus.

Pois se você, meu amado ou minha amada, é um dentista devido a uma direção de Deus, ainda que tenha uma rotina profissional, saiba que está vivendo pela fé porque você está vivendo de uma palavra que saiu da boca de Deus. É uma direção clara de Deus para ti e disso depende o “sucesso” de tua profissão (ministério). Disso depende o respaldo do Pai em tua vida.

Se você é um gari, advogado, chapeiro, diácono, missionário, ou qualquer outro profissional pela vontade e direção de Deus, você já está vivendo pela fé porque está vivendo de uma palavra que saiu da boca de Deus. Diante desta realidade nos cabe buscar do Pai saber onde Ele nos quer, como e quando para que assim seja feita em nós, e através de nós, a Sua vontade na Terra como é feita no céu.

Por outro lado, você pode ser alguém que mesmo sendo um pastor, evangelista, diácono, ou líder de adoração, esteja se ocupando de uma função por simplesmente desejar, admirar, ou por qualquer outro motivo que não seja uma direção, uma palavra que saiu da boca de Deus. Se este for o teu caso, com todo respeito e amor no Senhor, te convido a avaliar tua vida e ministério sob essa ótica. Pois há uma grande possibilidade de que, ainda que pareça, não esteja vivendo pela fé por não estar vivendo de fato uma palavra que saiu da boca de Deus.

“Mas Jesus respondeu, e disse-lhes: Na verdade, na verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir o Pai fazer; porque tudo o quanto Ele faz, o Filho o faz igualmente.” (João 5:19)

Tenho por certo que, a falta desse entendimento sobre o viver pela fé está completamente ligada a falta do respaldo de Deus e da manifestação da presença de Jesus em muito no exercício de nossos ministérios, quer sejam eles de cunho religioso ou profissional.

É evidente pelo texto acima citado que a providencia e respaldo de Deus na vida e ministério de Jesus está completamente ligado a ouvir a voz de Deus e somente por meio dela se guiar.

Vemos um êxito impar no ministério de Jesus e, em algum grau, de alguma forma ligamos ao fato dele ser “Jesus”, em outras palavras, aquele que é como homem mas com poderes de um Deus. Nossas fortalezas sempre nos empurram pra fora de uma ótica correta acerca do Reino de Deus e especificamente nesse caso deixamos de considerar Filipenses 2:5-11.

Desse modo anulamos em nós a capacidade que temos de sermos tornados semelhantes a Ele pela condução e obra do Espírito Santo.

Na verdade, o desejo mais profundo no coração da maioria de nós é de termos em nossos ministérios e ministrações a presença de Jesus manifesta.

Jesus com sua vida nos ensinou que o segredo do sucesso de seu ministério era o viver pela fé sendo instruído pelo Espírito Santo, guiado pela voz do Pai e os princípios não mudam! Se queremos viver de fato pela fé como Jesus, o nosso padrão viveu (Rom. 8:29), cumprindo nele a vontade do Pai, de igual modo devemos nos guiar por Sua vós.

Enfatizo o fato de sermos guiados por Sua vós porque essa é a diferença determinante entre os que vivem de fato pela fé e os que não vivem.

“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e manifestarei a ele.” (João 14:21)

Esta tão desejada manifestação do amor do Pai e da manifestação de Jesus curiosamente também estão ligadas a ouvir e corresponder com Sua vós, mas há algo que devemos atentar nesse texto. A promessa de Sua manifestação não está ligada somente ao ouvir a Sua vós e corresponder, mas corresponder segundo o Seu querer, pois você pode estar nesse momento pode estar desfrutando do viver pela fé por corresponder à Sua vós, porém sem Sua manifestação por corresponder da sua própria maneira, situação que de alguma forma gera um amplo caminho para uma nova crise. Logo surge a famigerada pergunta: Onde foi que eu errei?

Dentro do campo daquele “romantismo religioso” observo que estamos passando como Igreja do Cristo um delicado momento onde há um falso amor sendo proclamado. Já tive o desprazer de ouvir canções que de tão “apaixonadas” beiravam a heresia, outras com juras de amor e outras serias palavras de um compromisso. Não quero julgar a motivação ou experiência que levou seus autores a compô-las, mas fazendo uma leitura simples de nossa situação como corpo de Cristo, existe muito amor sendo proclamado para tão pouca manifestação prometida por Jesus, você não acha?

Não estou dizendo com isso que quando cantamos que o amamos estamos mentindo, tampouco dizendo que os compositores estão sendo falsos. Somente percebo que o problema está em que O amamos como queremos amá-lo. O amamos cantando, dizimando, ofertando, freqüentando reuniões e etc…

Mas no texto de João 14:21, é como se Jesus estivesse dizendo: “Olha, se você quer me amar, me ame como eu quero ser amado; não como você quer me amar. E aquele me ama, me ama guardando meus mandamentos. Esse é meu jeito de ser amado, e sobre essa manifestação de amor prometo o amor do meu Pai e minha manifestação!”

Para que você possa avaliar melhor seus sentimentos, motivações e mesmo aquilo que tem feito até o dia de hoje, aconselho-te a desenvolver um novo e bom hábito: observar tua vida e palavras que Deus tem lhe dado, sob a ótica de que viver pela fé é viver de toda palavra que sai da boca de Deus. Também que a manifestação da presença de Jesus depende de amá-lo como Ele deseja ser amado: Sendo correspondido em seus mandamentos segundo a condução do Espírito Santo.

É fato que há níveis de fé, mas também é fato que o atingir desses níveis e o vivê-los, passam pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus! (Rom. 10:17)

Se você assim fizer, provavelmente não terá mais diante de si nenhum tipo de atividade mais ou menos “espiritual”, secular ou religioso e sim aquilo que sai como uma direção da boca de Deus, te fazendo dessa maneira viver pela fé em quaisquer circunstâncias!

Que Deus os abençoe.

Em Cristo e pelo reino,

Marcão.
Blog Illuminar
illuminar.wordpress.com

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