Black & White WorshipEstamos vivendo um tempo onde se fala muito sobre adoração. Sobre intimidade. Sobre amor ao noivo. Sobre querer mais de Deus. Sobre Santidade. Nossas canções falam sobre isso. Nossas pregações falam disso. Há um sentimento pairando sobre o Brasil já há anos, um sentimento de mais de Deus.

Isso é muito precioso. É muito valoroso. Muito verdadeiro.

Dia 22 de Abril de 1500, quando o Brasil foi descoberto, as caravelas chegaram a um lugar onde deram o nome de “Monte Pascoal”, porque era Páscoa. Naquele dia, a Igreja Cristã sobre a face da terra declarou sobre o Brasil, consagrando nossa terra, “Terra de Vera Cruz!”, ou seja, Terra da verdadeira Cruz!

Já ouvi muitos dizerem que o Brasil foi consagrado aos ídolos, consagrado ao diabo, demônios, etc. Mas o fato é que Deus tomou a única igreja Cristã daquela época e assim que pisaram no Brasil eles disseram, “terra de Vera cruz.”

Não posso afirmar ao certo se eles tinham idéia da dimensão do que eles estavam fazendo naquele dia. Mas há um princípio espiritual que foi aplicado lá naquele dia.

Em Josué 1:3 está escrito assim: “Todo lugar que pisar a planta de vosso pé, vo-lo tenho dado…”

Naquele dia o Brasil foi consagrado ao Senhor, aquele que morreu na verdadeira cruz. Cristo, o filho do Deus vivo!

Sim, sei que depois, com a chegada dos escravos e muitas outras crenças, em muitos lugares, sacrifícios e outras adorações foram feitos sobre o nosso solo. Mas aquela sentença, aquela consagração já havia sido feita, e chegaria o dia onde Deus reivindicaria essa consagração.

Creio que esse tempo tem chegado sobre o Brasil. Creio que estamos vivendo o tempo onde Deus está levantando uma geração que entende que o Brasil foi escolhido como nação adoradora sobre a face da terra, uma geração que diz não ao pecado, uma geração segundo a palavra de Jeremias 33:22 – “Como não se pode contar o exército dos céus, nem medir-se a areia do mar, assim multiplicarei a descendência de Davi, meu servo, e os levitas que ministram diante de mim.”

Deus está levantando essa geração de Davi, não só no Brasil, mas nos quatro cantos do planeta. É fato que o Brasil está vivendo algo especial, algo singular, algo ímpar!

Nós veremos e viveremos esse grande derramar do Espírito Santo sobre nossa nação. Mas é fato, também, que em meio a essa fome e sede que nossa geração tem vivido, um modismo, uma religiosidade profética está sendo estabelecida em nosso meio.

Por volta dos anos 70, o Brasil recebeu de Deus um grande derramar do Espírito Santo, onde muitos novos ministérios foram levantados. Até então, se prezava muito sobre o conhecimento da palavra, a fundamentação através das escrituras, o que é e sempre foi essencial e precioso, porém, nesses anos de derramar do Espírito Santo, o Brasil descobriu algo que antes não tinham vivenciado com tanta intensidade: O Poder de Deus! E, infelizmente, após esse período, um novo grupo de pessoas surgiu: aquelas que se preocupavam muito em ver o poder de Deus manifesto, mas que começaram a ignorar o conhecimento profundo da palavra.

E houve, então, uma divisão entre aqueles que defendiam o conhecimento da palavra, e, abertamente, ignoravam muitos moveres do Espírito, inclusive os dons do Espírito Santo descritos em I Coríntios 12, e aqueles que buscavam o mover do Espírito Santo e proclamavam e viviam esses dons.

Mas, o problema em tudo isso, além da divisão, foi que a divisão de pensamentos ocorreu para os dois extremos, onde um defendia o conhecimento da palavra a fundo, e buscavam nela a defesa para não viver todas aquelas experiências sobrenaturais, e o outro defendia o viver o sobrenatural e chegando ao ponto de ignorar o estudo profundo da palavra de Deus, argumentando que a letra mata, que, por causa do estudo, as pessoas se tornavam duras de coração e não mais sensíveis ao Espírito.

Dentro disso, um dia, o Espírito Santo começou a falar comigo através de uma passagem de Mateus 22:23-29.

“23      No mesmo dia, chegaram junto dele os saduceus, que dizem não haver ressurreição, e o interrogaram,
24     dizendo: Mestre, Moisés disse: Se morrer alguém, não tendo filhos, casará o seu irmão com a mulher dele e suscitará
descendência a seu irmão.
25     Ora, houve entre nós sete irmãos; o primeiro, tendo casado, morreu e, não tendo descendência, deixou sua mulher a seu irmão.
26     Da mesma sorte, o segundo, e o terceiro, até ao sétimo;
27     por fim, depois de todos, morreu também a mulher.
28     Portanto, na ressurreição, de qual dos sete será a mulher, visto que todos a possuíram?
29     Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as
Escrituras, nem o poder de Deus.”

Aqui, vemos claramente os Saduceus – que eram estudiosos da palavra, mas não criam no sobrenatural de Deus ao ponto de crer na ressurreição dos mortos – questionando Jesus sobre esse tema e, Jesus em sua sabedoria incrível, dá uma resposta que nos ensina muito, e que creio ser uma das chaves para essa nossa geração não cair nos mesmos erros das gerações passadas, que tiveram um grande derramar do Espírito Santo, mas deixaram isso passar.

“Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.” (v. 29)

Jesus deixa claro. OS DOIS EXTREMOS ISOLADOS NOS LEVAM AO ERRO. PRECISAMOS DOS DOIS. Se conhecermos as escrituras a fundo, mas não conhecermos o poder de Deus, estaremos nos enchendo de conhecimento, teoria, mas não teremos os efeitos de todo esse conhecimento.

A palavra diz que o “…Evangelho é poder de Deus para todo aquele que crer…” (Rm 1:16 – destaque do autor)

Porém, o contrário também é verdadeiro. Conhecer o poder de Deus e não ter o conhecimento profundo da palavra nos assemelha a um soldado que tem uma bazuca em suas mãos, mas não sabe como utilizá-la com eficiência.

Em ambos os casos, acabamos destruindo muitas coisas que não eram para ser destruídas. Ao invés de edificarmos, acabamos causando mais estragos.
Precisamos conseguir um equilíbrio. Precisamos do conhecimento profundo da palavra de Deus e o conhecimento profundo do SEU poder!

Precisamos viver a palavra de Deus debaixo da revelação do Espírito Santo. Precisamos seguir os passos de grandes homens de Deus na história. Homens como Paulo, Spurgeon, John Wesley e muitos outros. Homens que impactaram sua geração com poder e conhecimento profundo da palavra de Deus.

Imagine uma geração que além de conhecer a palavra de Deus, vive o sobrenatural de Deus! Uma geração que não se move, nem se abala com qualquer vento de doutrina. Uma geração que entende o seu papel no seu tempo, na sua história.

Precisamos desse equilíbrio, se quisermos vivenciar o que nenhuma outra geração sobre a face da terra vivenciou.

Temos que parar de questionar uns aos outros sobre os dons do Espírito, se existem mesmo o dom de línguas e se o dom da profecia é mesmo para o nosso tempo também e não só algo da igreja primitiva. Assim como Jesus disse ao mensageiro de João Batista quando questionado por ele quanto ele realmente ser o Cristo de Deus, eu digo hoje:

“Ide e anunciai a João as coisas que ouvis e vedes:
Os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressucitados, e aos pobres é anunciado o evangelho.
E bem-aventurado é aquele que se não escandalizar em mim”
(Mateus 11:1-6)

O sinais de Deus em nossa geração estão acontecendo, e ao invés de discutirmos a teologia dos sinais, ou criticarmos a palavra e exaltarmos o poder, como se a palavra pudesse causar-nos alguma mal, devemos, na verdade, nos unir como Paulo descreve:

1      Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados,
2     com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,
3     procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz:
4     há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação;
5     um só Senhor, uma só fé, um só batismo;
6     um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos.
(Efésios 4:1-6)

Podemos ser a geração que vai saquear o inferno como nenhuma outra conseguiu. A criação na nossa geração está gemendo pela manifestação dos filhos de Deus como nunca antes!

Tudo que precisamos fazer é nos posicionar. Apontar o dedo não vai mudar nada. A decisão de ser como essa geração, com fome e sede de Deus e da sua palavra, é individual. É uma decisão pessoal.

Seja um agente do Reino de Deus com conhecimento e poder de Deus em sua geração!

Jander Pires.

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