Outro dia lendo uma de minhas anotações, uma frase se destacou: “Sustentar meu fôlego de morte”. Na sequência estava anotado minha interpretação: “No dia anterior renovei meus votos de entrega do “eu” fazendo a escolha de morrer para mim e viver para o Senhor”. Obviamente que estava anotado para ser lido novamente. Entendo o Espírito falando: Você precisar morrer mais e de novo.
O trocadilho “fôlego de morte” vem do fato que nossa tendência é sobreviver a todos percausos que a vida cristã nos conduz. Me parece que apesar do maior exemplo, todo sofrimento, entrega e morte de Jesus, permanece mais teórico que prático. Não queremos morrer. Toda nossa essência carnal batalha diariamente para não morrer. Há implicações nesta morte carnal. O Espírito quer proporcionar a todos filhos de Deus níveis profundos de revelação do alto, que somente virão, com excelência, em vasos de barro.
“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós”. 2 Coríntios 4:7
O apóstolo Paulo, ao dizer esta mensagem aos irmãos de Corinto, sabia o que significava ser um vaso de barro cheio dos tesouros do Espírito. Após um histórico de boa reputação, grande autoridade no meio judaico e alta posição social, passa a ser perseguido e desprezado pela comunidade intelectual e religiosa que antes o exaltava. Não somente isso, mas as prisões, açoites, privação de conforto e alimento, até naufrágios fizeram parte de sua trajetória como um desbravador do evangelho de Jesus. Impactar sua geração com o poder do Espírito nas palavras ensinadas por Jesus, implicava morrer para todo nível de conveniência e prazeres temporais.
“Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente; Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.” 2 Coríntios 4:17,18
Esses tesouros eram tão valiosos para Paulo que consirava os episódios de perseguição como “leves e momentâneos” comparados a glória vindoura. O mesmo Paulo falou sobre o desafio de corresponder com este nível de morte da carne.
Romanos 8 fala sobre os filhos de Deus. Todos que são guiados pelo Espírito são filhos de Deus. O Espírito deseja produzir em nós as mesmas características de dependência que havia em Jesus, nosso irmão mais velho. Nossa tendência em “sobreviver” é uma tentativa da carne em manipular os frutos do Espírito que vêm com níveis de morte.
Alguns de nós, no dia a dia, se perguntam: “Puxa vida, estou neste emprego há quinze anos e nunca fui promovido. Sou bom funcionário, mas não tenho crescido na carreira como meus vizinhos. Isso é morte?” Ou ainda: “Toco bateria na minha congregação há 5 anos e nunca me escalaram para um culto especial.” Existem muitas razões no coração de Deus, como Pai, que não estão disponíveis para nós como filhos. Não é apropriado tirar conclusões das razões porque certas coisas acontecem ou não em nossas vidas. Mas é possível reconhecer as adversidades e, como filhos, depender do Pai com todo nosso coração rendido.
Jesus não merecia a cruz. Mas este foi seu destino. Este destino produziu revelação sobre uma geração de filhos à imagem do Pai. A ressureição e a vida passaram a fazer parte do destino da humanidade. Porém, no Getsêmani, Jesus precisou “sustentar o fôlego de morte” quando orou instantes antes de ser preso:
“Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.” Mateus 26:39
Existe um Oleiro. Ele prepara os vasos de barro. Estes vasos são frágeis, não são tão belos, mas preparados para serem recipientes dos tesouros do Espírito. Deus decidiu fazer desta forma, para que a excelência do poder seja Dele mesmo e não de nós.
Jeser R. Pires
jezer.wordpress.com
26 Junho 2009 at 1:45 am
Colossenses 3:3,4
30 Junho 2009 at 2:54 pm
Que possamos aprender a sustentar nosso folego de morte! Precisamos morrer diariamente para conseguir viver pra Deus!
Linda mensagem!
5 Julho 2009 at 5:41 pm
É difícil sustentar esse fôlego de morte, nossa carne luta insistentemente para sobreviver, mas que não seja feita a nossa vontade e sim a do Pai, mesmo muitas vezes não entendendo,mas quando nos rendemos como vasos de barro para servirmos aos propózitos do Pai, Ele nos molda com Seu magnífico poder e assim nos forja para sermos Suas ferramentas e cooperarmos com a edificação do Seu Reino.
Menssagem maravilhosa!
Paz
16 Julho 2009 at 3:30 am
Mensagem poderosa!
Somente dependendo totalmente da
ação de Deus é que conseguimos
vencer a carne. O próprio Jesus disse:
“O Espírito está pronto, mas a carne é fraca”
Deus os abençoe!
18 Julho 2009 at 5:10 am
Jandinho…saudades mil, que Deus esteja te abençoando muito e te dando muita força….vou orar por vc!
Mande um beijo pra Milla e pro Jeser, estive com as crianças essa semanelas estão bem e muito lindas, e acho que gostaram muito da CBF!
Deus abençõe muito todos vocês por essas mensagens maravilhosas!
27 Julho 2009 at 3:35 pm
Oii
Faz alguns meses que a palavra morte tem sido gritante na minha vida de várias formas..ex: fui a um seminário tema: MORTE, leio um livro fala de MORTE p ver a face do Pai e entro aqui nos blog as vezes e qdo entro vejo MORTE…a mensagem está clara ..MORTE ….mas confesso q por mais q a mensagem esteja clara e que eu queira está difícil morrer…. mas mesmo sendo difícil quero ser um vaso de honra nas mãos do oleiro amado.
Deus abençoe.
15 Setembro 2009 at 5:14 pm
vejo que o Espirito Santo tem falado ao coração de muitos a mesma mensagem, confirmando sobre Efesios 4:22-24, Despojai do velho homem e vos revistai do novo homem interior, criado em verdadeira justiça e santidade…
… nesta vitória teremos um novo homem interior que trará grande avivamento na igreja..!!!
15 Setembro 2009 at 5:18 pm
…Despojai do velho homem e
Vos Revistai do novo homem interior, criado em verdadeira justiça e santidade.. Efésios 4: 22-24